Vítimas de acidente aéreo no interior Acre são transferidas para hospital da capital

Vítimas de acidente aéreo no interior Acre são transferidas para hospital da capital


Os feridos na queda de um avião de pequeno porte a cerca de um quilômetro da cabeceira da pista da cidade de Manoel Urbano, interior do Acre, foram transferidos para o pronto-socorro da capital do estado, de acordo com a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre).

O acidente, da tarde desta segunda-feira (18), levou à morte o empresário peruano Sidney Estuardo Hoyle Vega e deixou outros seis feridos, entre eles, três em estado grave de saúde. As vítimas foram atendidas pela Unidade Mista de Manoel Urbano (AC).

O resgate aeromédico, composto por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Emergência (Samu) e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), realzou ação nesta tarde. Devido à gravidade da situação foi necessário estabilizar os pacientes para garantir um translado seguro

Suani Camelo, 30 anos, foi transferida com apoio de uma aeronave é a primeira sobrevivente a chegar à capital. Ela está entubada em estado grave. O piloto Roner Mendes, de 59 anos e Amélia Cristina Rocha, 28 anos, estão em estado grave.

“Trouxemos primeiro a vítima mais grave que já estava intubada no local e o trabalho todo foi para tentar trazer ela com o mínimo de estabilidade, para poder fazer esse transporte com segurança”, relatou Jonatha Santiago, médico do Samu.

Outra aeronave foi usada na transferência dos demais sobreviventes à capital: o piloto, Valdir Roney de Souza Mendes, 59 anos; Amélia Cristina Rocha, de 28 anos; e Bruno Fernando dos Santos, 36 anos, que também estão em estado considerado grave.

Os pacientes avaliados em situação de estabilidade ,Mateus Jeferson Fonte, 26 anos e Delisiane Salomão Calisto, 15 anos, serão transladados via terrestre em ambulâncias equipadas.

Avião estava com certificado de aeronavegabilidade cancelado

A aeronave, de matrícula PT-JUN, caiu a cerca de 1 quilômetro da pista na cidade de Manoel Urbano, a cerca de 230 quilômetros de Rio Branco. Uma pessoa morreu e outras seis ficaram feridas, segundo o Corpo de Bombeiros.

Segundo o sistema da FAB, o avião acidentado estava com o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) cancelado, já que a licença havia vencido em junho de 2019.
A CNN procurou a FAB para obter mais detalhes sobre o cancelamento da licença, mas ainda não obteve retorno.

De acordo com o governo do Acre, a aeronave estava com sete pessoas a bordo: o piloto e mais seis passageiros. Segundo o registro da FAB, o avião poderia levar, no máximo, três passageiros mais o piloto. Portanto, havia três passageiros a mais do que o permitido.
Como era o avião acidentado

O equipamento que caiu nesta segunda-feira era um monomotor turbohélice modelo 182P, fabricado em 1974 pela empresa norte-americana Cessna Aircraft.

No registro da FAB, a aeronave estava em nome de Samuel Castro Silva. Segundo relação de vítimas enviada pelo Corpo de Bombeiros do Acre, não havia ninguém com esse nome entre os ocupantes do avião.

O monomotor tinha operação negada para táxi aéreo.

De acordo com o governo do estado, o avião saiu da cidade de Manoel Urbano e tinha como destino o município de Santa Rosa do Purus, também no Acre, que fica a cerca de 150 quilômetros em linha reta do ponto de partida e na fronteira com o Peru.

O acidente ocorreu por volta do meio-dia, pelo horário local, e 14h no horário de Brasília. Os sobreviventes foram levados para o hospital de Manoel Urbano e serão transferidos para Rio Branco. A área da ocorrência é de difícil acesso, segundo os bombeiros.

*Com informações de Fábio Munhoz



Fonte de Dados: CNN BRASIL

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